sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Nosso lar

As vestes da noite rompem-se
E ao fundo da tela de nossa vida
Eu sinto o som, eu vejo o tom
A lua grande tomando conta de nós, dos nós
E é tão simples sentir
Tão certo vestir teu corpo
Tocar teu olho com meu olhar
E navegar pelos teus lábios
Fingir de acaso o que escrito está
Em algum lugar, no nosso lar.

o que tenho

Eu tenho versos pra você
Tenho porquês, canções e sorrisos
Carrego um abrigo bem quentinho pra nós dois

Tenho moinhos de vento em meu peito
Também levo segredos, medos, dores
Cores
Aquarelas em flor
Trago em mim umas trovas, provas modernas do amor que tanto amo

Trago em mim uns encantos
Uns cantos empoeirados
Rastros e verdades

terça-feira, 13 de julho de 2010

Onde vivem os sonhos


Por essas terras onde mitos não são sonhos
O sol do dia faz a gente florescer
Quando é noite o orvalho toma conta
No céu estrelas fazem a gente perceber
Que o universo tem um pouco desse tudo
Que faz de mim um pedaço de você

Bem lá no Horto tem pé de esperança
Tem a lembrança, o sabor de eu e você

Se os meus versos mesmo velhos ecoarem
Serão corados pela flor do teu olhar
Pois minhas rimas trazem consigo teu jeito
E meu intento de pra sempre te lembrar
Que na Floresta do Araripe vivem sonhos
E em um desses vive eu, vive você

A eternidade já nos tomou por inteiro
Não é segredo esse amor sem condição
Então nas asas do Tiê deitemos juntos
Observando a poesia do sertão.

Quero-Quero


Por uma questão de ego
Desfaça o nexo das minhas linhas tortas
E se quiser olhar minhas mãos
Repare então na linha da minha trova

Por uma questão de verso
Remodele o belo que colore o dia
Traz pra cá o azul do céu dessa linda terra
Fonte de poesia

Por uma questão de tudo
Esboce um sorriso mudo
Mas contagie a rima

Por uma questão de nada
Protagonize a farsa de um ato meu

E se voltarmos ao ego...
Bom, pois que seja pelo ego
Brinquemos nós de quero-quero
Cruzemos então os hemisférios
Voando alto pela imensidão.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Cantiga de Roda

Ela tecida por vento, tem sabor de cantoria
É colorida da cor do sorriso da alegria

Parece o beijo da noite quando toca o fim da tarde
Tem sua batida no tempo da feliz felicidade

Faz de mim um mamulengo
Um brincante tão feliz
Traz pro povo o sentimento de eterno aprendiz

... É que cantiga de roda ô ia ia
Faz gente rodopiar...
... É que cantiga de roda ô ia ia
Faz gente rodopiar...

E na palma da mão desse mundo
Roda um pião em festa
Constituído da força dos povos
Que unidos cantam o amor

...Pois que cantiga de roda ô ia ia
Permite a gente sonhar...
...Pois que cantiga de roda ô ia ia
Permite realizar...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Pedinte de "eu"

no cantinho de tua boca
lá ecôa um beijo meu
que tá tão escondidinho
pulsando sozinho
pedindo por "eu"
ah, se tu pedir eu contorno
as linhas dos olhos com meus sete olhares
te encaro de frente
sorrio de lado
e componho o espaço de outro "marvado"
beijinho calado, pedinte de "eu"

Palavras de lua

com uma palavra nos lábios
sorri alto a lua no céu
acompanhada de estrela
tão linda, serena... a recitar:
- daqui eu vejo o horto
vivo e morro de vontade
cruzo os céus das cidades
brilho de felicidade
pois o que canto é pleno
não contenho meu amor
amor seguro no vento
que segue a dançar
pelo universo de prosa
por isso cantigas de roda faz rodopiar

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Incondicional

Se me falta o dom da palavra
E calada me ponho a fitar
O teu jeito moleque, que graça!
Não repara, pois vou te cantar

E no canto da boca, te peço
Deixe um gole de beijo eu te dar
Cantarei para ti uns mil versos
E em teus olhos os verei rimar

Olha, já faz um tempo, não nego
Que não sei como me entregar
Mas de ti eu só peço um mistério
Pois o encanto vai me conquistar

Deixa eu descobrir os teus sonhos
Logo vou todos realizar.
...
Em teus lábios bordarei mil poemas
Na tua boca eles ecoaram
E em teus olhos, divinos presságios,
Eu lerei que é destino nossa união

Pois pra ti cantarei tantos versos
E em teus olhos os verei casar
Como casam o mar e a lua
A vontade e o bem querer
Como casam a tua formosura e teu jeito maluco de ser.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Faz de mim amor

Faz de mim teu poeta primeiro
o herdeiro de tua vontade
a saudade a pungir em teu peito
o beijo que não tem mais fim

Faz assim que te conto um segredo
entrego pra ti minhas chaves
abro minha casa, meu reino
confesso amar tua verdade

Faz de mim teu amor
e eu vou pra onde o vento levar
e se tu for ao meu lado, meu bem
se for eu te levo além

faz de mim o cordão em teu peito
deixa assim de perto eu sentir
o compasso modesto e sereno
o timbre do teu coração

Faz de mim teu amor sem roteiro
voemos pela imensidão
onde está o eterno momento
que é nosso com tua permissão

sábado, 23 de janeiro de 2010

Janela da Alma

Na janela da alma se vê
Um amor serenando prazer
Um acorde perdido no vento
Um intento suave de ser

Pelos olhos se vê paixão
Vê-se as cores do vasto sertão
A floresta Araripe e ocê
Refletindo o que há na canção

Não há como mentir, se enganar
Nem tem como negar, inventar
Essas cores que fazem você

Pelos olhos se vê confissão
Vê-se lábios bailando em desejo
Dois amantes vivendo um verão
Vê-se o mais piegas desfecho

Pois os olhos traduzem anseios
São espelhos do coração
São reflexos da nossa oração
O que existe e não pode calar

Ah... meu coração
Já não cabe nos meus olhos
Vive sempre em terremoto
Refletindo essa paixão...

Ah... teu coração
Sempre entregue ao meu, inteiro
Tão sincero devaneio
Só troveja em meu sertão...

Canção

Pelas ruas da cidade
Tantas vozes em canção
Voam mitos pelo vale
Seguem forte em procissão

Entre as noites de vontades
Pelos os sonhos de paixão
Canta alto na paisagem
A essência da emoção

E pela nuvem cabocla
Canta e ecoa tempestade
Fazendo o tempo fluir
Como flui os teus olhares

Canta sertão o acorde do meu peito
Reza alto sertanejo
Faz canção do meu amor

Canta paixão o perfume do meu bem
Ouça aqui e vá além
Das estrelas desse céu

Pelas ruas da cidade
O silêncio segue mudo
Pois a fonte desse mundo
É timbrada ao amor

Canta sertão o acorde do meu peito
Reza alto sertanejo
Faz canção do meu amor

Canta paixão o perfume do meu bem
Ouça aqui e vá além
Das estrelas desse céu

Voa alto coração
Segue em coro pelos ares
Faz cantar felicidade
Entre os versos da canção.

Vontade de desbravar

Sendo ímpar o meu desejo
O teu timbre um solene concerto
Minha voz um eco sem freio
Do sonho brejeiro de ser feliz

Sendo par a paixão pela lua
A vocação por adentrar entre sonhos
Através dos teus olhos risonhos
A razão desconexa, mas sinceramente precisa...

Sendo tua voz de uma doce brisa
E a malícia composição do que sinto por ti
Não te nego aqui
A vontade de te desbravar.

Sol

Sol a acompanhava
E quando triste ficava
Logo entardecia

Nos seus olhos, brilhantes
Flamejavam cantantes
Os seus sonhos de amor

Nos seus lábios, amantes
Ecoavam os instantes
Em que em beijo se despia

(E) Sol a acompanhava
Pois quando feliz ficava
Até a noite transformava-se em dia.

É amor, meu amigo

Na sangria desenfreada das horas que não passam
Repenso o compasso que guia essa trova
Pois que o verso regente engloba
Um amor que renova os sonhos que sempre sonhei

Não entendo com clareza a distância do que fui e do que sou
Mas adiante eu vou
Tendo ciência da incerteza do amanhã

Mas o que importa o amanhã?!
Quando os dias que vivemos são sempre os de hoje, agora
E a paz que me consagra poeta é a que parte do fio do teu olhar QUE ME TOCA

Que importa a incerteza?!
Quando vivemos a beleza de um amor sincero
Que na sua constância faz-se belo
Que na sua paixão faz-se completo

Penso e repenso o tom desse escrito
E o que digo?!
Bom... É amor, meu amigo.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Outra vez a poesia, sempre ela.