sábado, 23 de janeiro de 2010

Janela da Alma

Na janela da alma se vê
Um amor serenando prazer
Um acorde perdido no vento
Um intento suave de ser

Pelos olhos se vê paixão
Vê-se as cores do vasto sertão
A floresta Araripe e ocê
Refletindo o que há na canção

Não há como mentir, se enganar
Nem tem como negar, inventar
Essas cores que fazem você

Pelos olhos se vê confissão
Vê-se lábios bailando em desejo
Dois amantes vivendo um verão
Vê-se o mais piegas desfecho

Pois os olhos traduzem anseios
São espelhos do coração
São reflexos da nossa oração
O que existe e não pode calar

Ah... meu coração
Já não cabe nos meus olhos
Vive sempre em terremoto
Refletindo essa paixão...

Ah... teu coração
Sempre entregue ao meu, inteiro
Tão sincero devaneio
Só troveja em meu sertão...

Canção

Pelas ruas da cidade
Tantas vozes em canção
Voam mitos pelo vale
Seguem forte em procissão

Entre as noites de vontades
Pelos os sonhos de paixão
Canta alto na paisagem
A essência da emoção

E pela nuvem cabocla
Canta e ecoa tempestade
Fazendo o tempo fluir
Como flui os teus olhares

Canta sertão o acorde do meu peito
Reza alto sertanejo
Faz canção do meu amor

Canta paixão o perfume do meu bem
Ouça aqui e vá além
Das estrelas desse céu

Pelas ruas da cidade
O silêncio segue mudo
Pois a fonte desse mundo
É timbrada ao amor

Canta sertão o acorde do meu peito
Reza alto sertanejo
Faz canção do meu amor

Canta paixão o perfume do meu bem
Ouça aqui e vá além
Das estrelas desse céu

Voa alto coração
Segue em coro pelos ares
Faz cantar felicidade
Entre os versos da canção.

Vontade de desbravar

Sendo ímpar o meu desejo
O teu timbre um solene concerto
Minha voz um eco sem freio
Do sonho brejeiro de ser feliz

Sendo par a paixão pela lua
A vocação por adentrar entre sonhos
Através dos teus olhos risonhos
A razão desconexa, mas sinceramente precisa...

Sendo tua voz de uma doce brisa
E a malícia composição do que sinto por ti
Não te nego aqui
A vontade de te desbravar.

Sol

Sol a acompanhava
E quando triste ficava
Logo entardecia

Nos seus olhos, brilhantes
Flamejavam cantantes
Os seus sonhos de amor

Nos seus lábios, amantes
Ecoavam os instantes
Em que em beijo se despia

(E) Sol a acompanhava
Pois quando feliz ficava
Até a noite transformava-se em dia.

É amor, meu amigo

Na sangria desenfreada das horas que não passam
Repenso o compasso que guia essa trova
Pois que o verso regente engloba
Um amor que renova os sonhos que sempre sonhei

Não entendo com clareza a distância do que fui e do que sou
Mas adiante eu vou
Tendo ciência da incerteza do amanhã

Mas o que importa o amanhã?!
Quando os dias que vivemos são sempre os de hoje, agora
E a paz que me consagra poeta é a que parte do fio do teu olhar QUE ME TOCA

Que importa a incerteza?!
Quando vivemos a beleza de um amor sincero
Que na sua constância faz-se belo
Que na sua paixão faz-se completo

Penso e repenso o tom desse escrito
E o que digo?!
Bom... É amor, meu amigo.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Outra vez a poesia, sempre ela.