sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Chaviar (na dúvida de um título uma palavra inédita)

Um mistério que se desfaz no silêncio de um olhar inverso,


avesso ao meu pensamento,


inédito em meu cotidiano.



Um complexo de simplicidade alheio a sobriedade


Detentor de uma possibilidade sem jeito, tom ou cor


Dona de um pudor que aos olhos das madrugadas se liberta de conceito


Encontra o meio para a intenção que punge,


Vibra, mas não se apresenta, pois que nome não tem



E no verso além dessa rima que é prosa


Há espaço pra trova que fala do desenho portenho


De um queixo que baila um tango e se afasta


Para um vinho tomar, minhas palavras tragar


E eu seguir no silêncio...


... De um sorriso, eu lembro, que vem a anunciar


O que?


Bom, não entendo, nem importa


Quer saber?


Minha intenção torta me permite voar


Bora?





sexta-feira, 10 de junho de 2011

No embalo das "Estações"

Cai sobre a pele o orvalho
Serena vem estação
Trazida bem no compasso
Pelas redeas do coração

Pelo corpo mil poemas
Bordados de alecrim
Versos da cor do vestido
Das flores de um jardim

Sorrisos pintados na face
Nos labios brotando canção
Olhos da cor do outono
Se indo, mas sem ter pressa

Cai sobre a pele a promessa
De o inverno chegar e partir
Só pra trazer a saudade
No meu peito Cariri.

quinta-feira, 10 de março de 2011

"Ave Maria"

Não foi o dia intenso
Ou o calor do mormaço me tomando ao fim do dia
Talvez tenha sido resquício da “Ave Maria”
Fazendo brotar em meus dedos
Um pouco da rima do recomeço.

São

São dois lábios calados
Multiplicando no espaço
O poema que tenho em mim
Aquele que sossegado plana meio aos meus pensamentos sobre o “tempo”...