Um mistério que se desfaz no silêncio de um olhar inverso,
avesso ao meu pensamento,
inédito em meu cotidiano.
Um complexo de simplicidade alheio a sobriedade
Detentor de uma possibilidade sem jeito, tom ou cor
Dona de um pudor que aos olhos das madrugadas se liberta de conceito
Encontra o meio para a intenção que punge,
Vibra, mas não se apresenta, pois que nome não tem
E no verso além dessa rima que é prosa
Há espaço pra trova que fala do desenho portenho
De um queixo que baila um tango e se afasta
Para um vinho tomar, minhas palavras tragar
E eu seguir no silêncio...
... De um sorriso, eu lembro, que vem a anunciar
O que?
Bom, não entendo, nem importa
Quer saber?
Minha intenção torta me permite voar
Bora?

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